Os países em desenvolvimento têm em consideração propostas para começar uma agência de notícias própria. O objectivo é remar contra a corrente: meios de comunicação parciais e dominados pelo ocidente.
Os países em desenvolvimento têm em consideração propostas para começar uma agência de notícias própria. O objectivo é remar contra a corrente: meios de comunicação parciais e dominados pelo ocidente. Os planos para esta agência de notícias têm um lugar proeminente na agenda dos dois dias de cimeira do movimento dos países não alinhados (NaM) em Kuala Lumpur, Malásia, que começou a 21 de Novembro.
a agência de notícias estaria disponível por Internet e poderia concentrar em si os relatórios emitidos pelas agências e jornais dos seus membros. a sua base seria na capital da Malásia, sendooperada pela agência de notícias malaia Bernama. Se foraprovada, a nova agência começará a operar em 2007, segundo a proposta apresentada na cimeira.
O objectivo da agênciaé evitar a disseminação de informação discriminatória e distorcida dos eventos que acontecem nos países em desenvolvimento pelos meios de comunicação ocidentais, pode ler-se no documento da proposta.
a agência seria a plataforma para reunir forças e apresentar uma perspectiva própria ao mundo. Individualmente, as agências de notícias dos países em desenvolvimento nunca poderão competir com as agências ocidentais, muito menos contrariar a informação negativa sobre os seus países.
No entanto, segundo o correspondente da BBC em Kuala Lumpur, Jonathan Kent, não será fácil chegar a um acordo entre os 116 países que constituem o NaM. alguns países, como a Indonésia, têm meios de comunicação muito independentes, e outros, comoa Coreia do Norte e a Birmânia, têm um jornalismo controlado pelo estado.
alguns países asiáticos, incluindo a Malásia, já trabalham em rede, partilhando informações e artigos entre eles. Porém, a maior parte dos meios de comunicação da região continua a usar agências como a Reuters e a associated Press para as notícias internacionais.

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