Um comité das Nações Unidas pressionou o governo birmanês para pôr termo às “violações sistemáticas dos direitos humanos”, incluindo a violação e outros crimes sexuais por parte dos militares.
Um comité das Nações Unidas pressionou o governo birmanês para pôr termo às “violações sistemáticas dos direitos humanos”, incluindo a violação e outros crimes sexuais por parte dos militares. a resolução aprovada pelo comité social e humanitário também exige a libertação de todos os prisioneiros políticos, incluindo aung San Suu Kyi, cujo partido ganhou as eleições de 1990 mas foi impedida, pela junta militar, de assumir o poder. Foi também galardoada com o Prémio Nobel da Paz.
O comité, onde os 191 membros das Nações Unidas (ONU) têm direito a voto, aprovou a medida por aclamação.
a táctica de nomear e culpar os países em desenvolvimento é inaceitável, não vamos aceitar resoluções no campo dos direitos humanos, disse o embaixador da Birmânia na ONU, Kyan Tint Swe. acusou também a União Europeia, que propôs a resolução, de procurar interferir nos assuntos internos do seu país, sob o pretexto de promover os direitos humanos.
O enviado britânico, Richard Wood, falando em nome da União Europeia, disse que as violações dos direitos humanos na Birmânia são sistemáticas e fáceis de encontras e disse que representavam uma grande preocupação para a ONU. a situação dos direitos humanos na Birmânia certamente está entre as mais desesperantes do mundo actual, acrescentou andrew Begg, diplomata da Nova Zelândia.
a Birmânia é governada pelos militares desde 1962.
Um investigador dos direitos humanos para a ONU, Paulo Sérgio do Brasil, informou a assembleia-geral da ONU de que as autoridades birmanesas tinham detidos mais de 1. 100 prisioneiros políticos incluindo: monges, advogados, professores, jornalistas, agricultores, políticos, líderes estudantis, escritores e poetas.

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