Conferência Episcopal Portuguesa vai divulgar nos próximos dias uma tomada de posição oficial, acompanhada de um texto pedagógico, sobre a questão da despenalização da morte assistida
Conferência Episcopal Portuguesa vai divulgar nos próximos dias uma tomada de posição oficial, acompanhada de um texto pedagógico, sobre a questão da despenalização da morte assistida a Igreja Católica está a preparar uma nota pastoral onde pretende reafirmar a sua posição contrária à legalização da eutanásia em Portugal. O documento será acompanhado de um texto pedagógico, com perguntas e respostas sobre o tema, para ajudar a sociedade a formar uma opinião sobre esta questão, informou esta terça-feira, 8 de março, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa. a posição da Igreja é a defesa da vida no seu todo, naturalmente não aceitando a legalização da eutanásia, e afirmando como única alternativa o amor, a proximidade e o cuidado a ter, concretamente os cuidados paliativos. Não há outras alternativas, explicou o sacerdote, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, realizado em Fátima. Confrontado com um possível aproveitamento da conjuntura política para fazer aprovar a lei da despenalização no Parlamento, Manuel Barbosa disse não querer acreditar que isso venha a acontecer: São valores essenciais de vida e não pode haver aproveitamento político. Se o houver, devemos condenar. São assuntos tão importantes que não devem ser utilizados por questões pontuais ou de estratégia política. No encontro, que serviu para preparar a próxima assembleia Plenária da CEP, os bispos que compõem o Conselho Permanente analisaram também a situação dramática em que vivem os refugiados e reiteraram o pedido para os processos de recolocação sejam mais humanos e mais rápidos. Outro dos pontos em agenda esteve relacionado com o terceiro ano de pontificado do Papa Francisco, um acontecimento que merece o aplauso, agradecimento e congratulação dos prelados portugueses. O Santo Padre reforçou na Igreja aquilo que é a sua essência. Em três anos, pedagogicamente, deu à Igreja três grandes dinamismos: o ano da Vida Consagrada, a reflexão sinodal sobre a família, e agora o ano da Misericórdia, realçou o porta-voz da CEP.