as qualidades humanas e pastorais do missionário vítima de acidente na Etiópia foram recordadas numa missa de homenagem, celebrada na capela do Seminário da Consolata, em Fátima
as qualidades humanas e pastorais do missionário vítima de acidente na Etiópia foram recordadas numa missa de homenagem, celebrada na capela do Seminário da Consolata, em FátimaUm homem de trabalho, com grande espírito missionário, amante do trabalho e dotado de uma enorme capacidade para escutar. Estas foram algumas dascaracterísticasdo padre Carlos Domingos, recordadas esta segunda-feira, 11 de janeiro, numa missa em honra do sacerdote de 53 anos, que faleceu no início do ano, na sequência de um acidente, na Etiópia. Uma Igreja que não é missionária, que não sai de si, que não se dá, não interessa a ninguém. E o padre Carlos foi tudo isso. Por isso, nós, missionários, temos agora uma responsabilidade acrescida, porque o seu lugar ficou vazio e é preciso encontrar alguém que prossiga o seu ministério sacerdotal, afirmou o padre José Martins. O sacerdote, que presidiu à Eucaristia, trabalhou com Carlos Domingos vários anos, na África do Sul. E recorda como o missionário ali chegou e rapidamente se sentiu como peixe na água, devido à sua grande capacidade de trabalho e adaptação. Creio que Deus nos continua a falar, sobretudo nestes dias, quando falamos no padre Carlos, sublinhou José Martins. Natural da Sertã, Carlos Domingos, missionário daConsolata, exercia o seu ministério apostólico em adis abeba, Etiópia, desde 2014. Na tarde do dia 2 de janeiro, durante um passeio com amigos italianos a uma cascata em Gambo, caiu num penhasco com cerca de 20 metros, depois de se ter desequilibrado ao tentar procurar o melhor ângulo para fazer uma fotografia, uma das suas grandes paixões. O corpo foi sepultado a 5 de janeiro, no cemitério da missão de Gambo.