Ignorando preocupações internacionais, o governo chadiano decidiu emendar a lei de distribuição de rendimentos petrolí­feros. Esta obriga a reservar parte desses rendimentos para as gerações futuras.
Ignorando preocupações internacionais, o governo chadiano decidiu emendar a lei de distribuição de rendimentos petrolí­feros. Esta obriga a reservar parte desses rendimentos para as gerações futuras. O governo do Chade, ainda novo no cenário petrolífero, a nove de Novembro aprovou uma proposta legislativa para emendar a lei que procura evitar o mau uso dos rendimentos petrolíferos e assegurar que são criados fundos para reduzir a pobreza. apesar das reservas expressas pelo Banco Mundial, que financia o projecto petrolífero do Chade e dos Camarões, o governo alega necessitar desses rendimentos para lidar com problemas fiscais e de segurança no país.
Em Outubro, o presidente Idriss Deby dissolveu a segurança presidencial, dias depois de um grande número de soldados ter desertado o exército. O Chade enfrenta grande dificuldades financeiras, disse à IRIN o ministro das comunicações Hourmadji Moussa Doumgor. Precisamos desses fundos agora para assegurar o desenvolvimento e a paz do país. Disse também que a proposta de legislação vai agora para o parlamento para ser debatido e votada.
a lei sobre os rendimentos petrolíferos do Chade faz parte do conjunto de medidas de redução da pobreza exigidas pelo Banco Mundial, em troca do financiamento dado para a instalação de uma rede de distribuição com mais de mil quilómetros. a lei exige que 10 por cento dos rendimentos petrolíferos sejam destinados a um fundo especial para uso futuro. Outras porções desses rendimentos são destinadas à saúde, educação, estradas e rede de distribuição de água.
O Chade está entre os países mais corruptos do mundo, segundo os observadores internacionais da Transparency International. Uma coligação da sociedade civil que observa o projecto petrolífero afirma que as tensões sociais e problemas financeiros que as autoridades querem resolver com o dinheiro extra têm uma só origem: má governação.

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