Os relatos da BBC sobre a revolta na cidade usbeque de andijan de há uns meses a sua expulsão da capital Tashkent. Segundo os relatos, os soldados dispararam sobre os manifestantes.
Os relatos da BBC sobre a revolta na cidade usbeque de andijan de há uns meses a sua expulsão da capital Tashkent. Segundo os relatos, os soldados dispararam sobre os manifestantes. Os jornalistas da BBC fizeram uma grande cobertura do acontecimento que o governo tentou abafar. Gravações tão aterradoras que causam o silêncio a quem as ouve, os tiros e as últimas orações das pessoas alvejadas. É uma hora de gravação feita no auge do massacre, as vozes ficam cada vez menos fortes ao mesmo tempo que aumentam os tiros. Depois de mais de uma hora termina. O homem que tinha o telefone foi morto.
Houve filmes em que as pessoas denunciaram torturas feitas aos seus filhos. Houve imensas vítimas, como atestou o coveiro que falou com a BBC, atestando que ele e todos os outros que cumprem as mesmas funções, foram obrigados a ir fora da cidade para escavar sepulturas não identificadas para incontáveis corpos enterrados em segredo.
Todas estas histórias contradizem a versão do governo: que o que aconteceu em andijan foi uma tentativa de golpe de estado levada a cabo por terroristas islâmicos.
O governo denunciou a BBC e bloqueou o seu trabalho, mas não pode parar a sua acção. Todas as noites, alguém imprimia páginas do site da BBC e distribuía-as de porta em porta na cidade de andijan. as pessoas ouviam as notícias da BBC no rádio. a palavra espalhou-se e a raiva cresceu. Raiva provocada pelas morte e pelo que muitos vêm como uma mentira oficial.
O governo acusou agora a BBC de cumplicidade com os terroristas e a equipa de jornalistas recebeu ordem de abandonar o país, depois de quase dez anos de trabalho neste país.
Estes corajosos jornalistas não desistem. Fazer jornalismo não é só uma questão de instalações. É contar as histórias que têm de ser contadas, independentemente das dificuldades. Vamos continuar a fazer notícias sobre o Usbequistão e, assim que pudermos, vamos voltar a esse país, escreveu Monica Whitlock, membro da equipa da BBC expulsa do Usbequistão.

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