Participantes das Jornadas Missionárias Nacionais consideram que a Igreja portuguesa está disponível e preparada para responder aos desafios da missão, mas continua a dar uma resposta «muito ténue»
Participantes das Jornadas Missionárias Nacionais consideram que a Igreja portuguesa está disponível e preparada para responder aos desafios da missão, mas continua a dar uma resposta «muito ténue» Mais dinâmica nas dioceses, mais testemunho, caridade e diálogo, e mais empenho na renovação das paróquias, através de iniciativas missionárias. Estas foram algumas das conclusões a que chegaram os cerca de 300 participantes nas Jornadas Missionárias Nacionais, que estiveram reunidos no último fim de semana, em Fátima. Depois de várias reflexões em torno do tema Missão sempre e em todas as frentes. ad gentes e Igrejas particulares, a assembleia concluiu que Portugal está convocado para a missão, mas a resposta é ainda muito ténue, pelo que se torna fundamental que as dioceses entrem num dinamismo de partilha de pessoas e bens. a Igreja em Portugal celebra o quinto aniversário da Carta Pastoral Como Eu vos fiz fazei vós também. Para um rosto missionário da Igreja em Portugal’, que propõe a criação de Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários Paroquiais. Estes caminhos levam as comunidades a descobrir que sair é uma riqueza e não um empobrecimento. Há dioceses que já deram esse passo, é fundamental que outras acreditem e o concretizem, refere o documento final do encontro. Entre os vários oradores das jornadas, destaque para o testemunho de Paul Karam, sacerdote libanês, de de rito maronita e presidente da Caritas do Líbano. O Médio Oriente é hoje, para os cristãos, terra de mártires. Estamos comprometidos com este drama que gera milhões de refugiados. Vamos abrir as portas e o coração aos nossos irmãos que fogem da morte e da perseguição. Salvar vidas é uma grande missão, afirmou o religioso.