Um tribunal lí­bio sentenciou um jornalista a trabalhar na Internet a ano e meio de prisão por ter publicado artigos de crí­tica ao governo, denunciou o Observatório dos Direitos Humanos.
Um tribunal lí­bio sentenciou um jornalista a trabalhar na Internet a ano e meio de prisão por ter publicado artigos de crí­tica ao governo, denunciou o Observatório dos Direitos Humanos. a sentença é vista como um esforço governamental para silenciar outras opiniões e travar a liberdade de expressão.
Depois de ser detido e mantido incomunicável durante quatro meses, um tribunal em Tripoli a 19 de Outubro condenou o jornalista abd al-Raziq al-Mansuri por possuir ilegalmente uma arma. a acusação de posse de arma é uma fraude, disse Sarah Leah Whitson, directora do Observatório dos Direitos Humanos (HRW) para o Médio Oriente e o Norte de África. as autoridades apanharam al-Mansuri porque não gostaram do que ele escreveu.
a 27 de Outubro, a família de al-Mansuri escreveu uma carta ao governo, a grupos internacionais dos direitos humanos e à imprensa, nacional e internacional denunciando a detenção e sentença de prisão. Este tipo de criticismo público é raro na Líbia.
Na carta pode ler-se: Nós o escritor, a família de abd al-Raziq al-Mansuri, vamos continuar a marcha do nosso filho, pois ele sempre quis que todos ultrapassassem o medo. Se ele não pudesse influenciar as pessoas mais próximas a ele, a sua família, como poderia ele influenciar outros?
Como o governo líbio mantém um controlo estrito sobre os meios de comunicação, por isso a Internet tornou-se uma fonte importante de informação independente para os líbios. Dezenas de páginas de Internet alojadas noutros países constituem um fórum para um debate aberto.
O HRW visitou al-Mansuri em Maio numa prisão de Tripoli. Ele disse que quando os agentes de segurança interna o prenderam também confiscaram o seu computador, documentos, disquetes e discos compactos.
No quartel-general da agência de Segurança Interna (aSI) al-Mansuri foi questionado sobre os artigos que escreveu, disse ele mesmo. Revistaram a sua casa no dia seguinte e encontraram uma velha pistola que pertencia ao seu pai. Em Maio, disse ao HRW que desconhecia as acusações formais contra ele e que não tinha tido qualquer contacto com o seu advogado ou família.
as autoridades líbias não responderam ao pedido de mais informação sobre o caso, feito pelo HRW.

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