O Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu acesso a todos os suspeitos estrangeiros detidos pelos Estados Unidos, depois da revelação de um relatório sobre o sistema prisional oculto da CIa.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu acesso a todos os suspeitos estrangeiros detidos pelos Estados Unidos, depois da revelação de um relatório sobre o sistema prisional oculto da CIa. O jornal Washington Post revelou, a dois de Novembro, que a a gência de inteligência norte-americana CIa, esconde e interroga prisioneiros numa prisão secreta na Europa Oriental, um dos chamados lugares negros que a CI a mantém em oito países, formando um sistema prisional oculto que foi instaurado de pois dos ataques de 11 de Setembro.
Estamos preocupados com o destino de um número desconhecido de pessoas capturados sob a chamada guerra contra o terror, presos em lugares de detenção não revelados disse à Reuters a chefe do Congresso Internacional da Cruz Vermelha (CICR), antonella Notari. O acesso aos detidos é uma prioridade humanitária para o CICR e a continuação lógica do trabalho presentemente feito no afeganistão, no Iraque e em Guantanamo, acrescentou.
Também em Genebra, o Comité das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse ter recebido duas cartas e um relatório dos Estados Unidos. O comité espera que o assunto dos detidos que estão fora do solo norte-americano seja tratado. Foi o que pedimos aos Estados Unidos. Estamos na expectativa de uma resposta, disse aos jornalistas a directora do comité Christine Chanet.
O Observatório dos Direitos Humanos (HRW) disse ter indicações de que a Polónia, novo membro da União Europeia (UE), e a Roménia, que deve juntar-se à UE em 2007, têm prisões secretas da CIa. Friso Roscam abbing, porta-voz do comissário europeu para a justiça e a segurança, disse que o executivo da UE vai verificar estes dois relatórios com ambos os países.
a manutenção de prisões em outros países permite à CI a prender suspeitos do al-Qaeda fora da jurisdição legal e internacional.

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