O presidente sírio, Bashar al-assad, perdoou 190 prisioneiros políticos numa decisão vista como uma promessa de maiores reformas internas numa tentativa de desviar a pressão norte-americana.
O presidente sírio, Bashar al-assad, perdoou 190 prisioneiros políticos numa decisão vista como uma promessa de maiores reformas internas numa tentativa de desviar a pressão norte-americana. a medida, que a agência de notícias estatal Sana disse ser destinada a fortalecer a unidade nacional, chega no momento em que assad enfrenta uma crescente pressão internacional, agora que foi aprovada uma resolução das Nações Unidas (ONU) exigindo a cooperação no inquérito internacional à morte de Hariri, antigo primeiro-ministro do Líbano.
as autoridades prometeram novos gestos para os próximos dias, abrindo portas à possibilidade de libertar centenas de prisioneiros políticos. Foi anunciada uma nova lei que permite a existência de partidos políticos e abre novos espaços no enquadramento legal que, segundo os grupos de direitos humanos, impede qualquer tentativa de reforma.
Há medidas a ser tomadas nas próximas semanas para incluir a libertação de outros prisioneiros e outras decisões para acelerar as reformas políticas, disse uma fonte governamental.
Damascus negou qualquer participação na morte de Hariri e afirma que o relatório está politizado. a morte de Hariri, e a alegada implicação da Síria, levou este país a retirar as suas tropas do Líbano, depois de 29 anos.
Grupos humanitários dizem que a maior parte dos prisioneiros libertados são muçulmanos, membros da banida Irmandade Muçulmana. alguns deles passaram mais de duas décadas na prisão, ao lado de mais de 50 sírios de etnia curda acusados de tomar parte nas manifestações e confrontos de 2004, depois um jogo de futebol.

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