Os manifestantes dispararam contra a polícia e os bombeiros na pior noite da semana de violência nos subúrbios pobres que cercam a cidade de Paris, enquanto o governo tenta restaurar a calma.
Os manifestantes dispararam contra a polícia e os bombeiros na pior noite da semana de violência nos subúrbios pobres que cercam a cidade de Paris, enquanto o governo tenta restaurar a calma. Grupos de jovens deixaram um rasto de carros, lojas e autocarros queimados em nove subúrbios do norte e nordeste de Paris. Nestas zonas vivem minorias africanas, frustradas por não conseguir trabalho ou reconhecimento na sociedade francesa.
É uma situação dramática. É muito grave e tememos que os acontecimentos possam ser ainda piores esta noite disse Francis Masanet, secretário-geral da associação da polícia, à agência Reuters.
Os manifestantes queimaram 177 veículos, atacaram uma escola primária e um centro comercial, segundo informação da polícia local. Quatro polícias e dois bombeiros ficaram feridos em três ataques.
Já foram detidas 23 pessoas. O ministro do interior Nocolas Sarkozy é acusado pelos seus oponentes de piorar ainda mais a situação com os seus comentários relativos à escumalha responsável por esta violência. Devido às críticas, o ministro actualmente mantém-se longe do protagonismo.
a violência parece ter-se instalado na capital francesa. a polícia actua sem qualquer tolerância mas parece incapaz de controlar a situação. a violência faz eco à frustração e raiva que sentem estas minorias pela discriminação que sofrem.
a semana de violência começou no bairro de Clichy-sous-Bois, depois de dois adolescentes terem perdido a vida electrocutados, alegadamente enquanto fugiam à polícia depois de um distúrbio local. Estas mortes foram o rastilho que acendeu as frustrações das pessoas da zona e rapidamente alastrou a outros bairros dormitórios pobres que cercam a cidade de Paris.

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