a administração Bush é agora o único governo do mundo a alegar justificação legal para os maus-tratos aos prisioneiros durante as interrogações, segundo notícia da agência Reuters.
a administração Bush é agora o único governo do mundo a alegar justificação legal para os maus-tratos aos prisioneiros durante as interrogações, segundo notícia da agência Reuters. Recentemente o senado aprovou leis que estabelecem regras para o tratamento e interrogação dos detidos, proibindo o uso de tratamento cruel, inumano ou degradante a qualquer detido, em qualquer parte do mundo.
Deu agora entrada no senado uma proposta de restrição desta lei, segundo a qual, a nova legislação não deve aplicar a operações contra o terrorismo em outros países, ou conduzidas por um elemento do governo norte-americano que não faça parte do departamento de defesa.
Fica assim, a agência de inteligência CI a com carta branca no tratamento e métodos de interrogação que usa desde que não estejam em solo americano.
Um número de legisladores que apoiaram a lei de protecção dos detidos, alegam que os abusos cometidos na prisão de abu Ghraib, no Iraque, e noutras prisões militares norte-americanas danificaram a imagem internacional dos Estados Unidos e constituem um risco de retribuição sobre soldados norte-americanos que possam ser capturados.
Por seu lado, a administração Bush afirma que esta medida vai atar as suas mãos na luta contra o terrorismo. Na prática, advogam a necessidade de usar métodos terroristas contra o terrorismo Como forma de pressão, o governo norte-americano ameaça vetar os fundos para o Pentágono caso as restrições à lei não sejam aprovadas.
Muitos outros países praticam a tortura e outras formas de maus-tratos, e têm registos de abuso muito piores que os Estados Unidos, mas actualmente, nenhum outro país alega que esses abusos sejam legalmente permissíveis, disse o Observatório dos Direitos Humanos (HRW).
a administração está a dar um exemplo perigoso ao alegar que as suas agências de espionagem estão acima da lei, disse Tom Malinowski, director da HRW em Washington. O congresso deve rejeitar esta proposta imediatamente. Caso contrário, os Estados Unidos não estarão em posição de exigir tratamento humano se um americano cair nas mãos de agências de serviços de espionagem de outros países.

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