« a Eucaristia, pão vivo para a paz do mundo» é o título da «mensagem» final que o Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia publicará este sábado.
« a Eucaristia, pão vivo para a paz do mundo» é o título da «mensagem» final que o Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia publicará este sábado.

O documento, de 17 páginas e 26 parágrafos, traduzido em cinco idiomas (a versão original é em francês), foi discutido na manhã de sexta-feira pela assembleia geral, que aportou algumas modificações. Estas mudanças foram efectuadas na tarde de sexta-feira pela Comissão encarregada de sua redacção, presidida pelo Cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Québec (Canadá).
Foram ilustrados aos jornalistas alguns dos pontos centrais deste texto, que começa com uma saudação aos diferentes estados de vida e ministérios na Igreja, declarando que a mensagem busca antes de mais dar impulso à pastoral eucarística na Igreja. agradece-se aos irmãos das Igrejas orientais a sua participação e expressa-se o desejo de que chegue o dia da plena unidade visível da Igreja.
Na mensagem, os bispos exprimem o seu reconhecimento a João Paulo II, que idealizou este Sínodo e o preparou com o ano da Eucaristia, e a Bento XVI, que seguiu a sua preparação imediata e o seu desenvolvimento. Dom Giorgio Constantini, porta-voz para os jornalistas de língua italiana, explicou que o documento recorda os sofrimentos do mundo, como a fome, a pobreza e as injustiças, os desastres naturais, as guerras, as situações difíceis na África e no Oriente Médio.
Os padres sinodais lamentam a indiferença religiosa do Ocidente e fazem um apelo aos responsáveis das nações para que se preocupem com a dignidade das pessoas, defendam a vida desde a sua concepção e promovam o progresso humano e social. a mensagem registra os motivos de consolação actuais para a vida da Igreja: a renovada consciência da missa dominical, o aumento das vocações de sacerdotes e religiosos em muitas áreas do mundo, a descoberta e aprofundamento na fé de muitos jovens, o reconhecimento da obra da Jornada Mundial da Juventude.
Fala-se também dos abusos e faz-se uma advertência a que ninguém se considere dono da liturgia da Igreja, mas que todos, a começar pelos bispos e sacerdotes, se esforcem por recuperar o sacramento da Reconciliação. O Sínodo pede aos fiéis coerência pública com o que professam e que promovam activamente a pastoral das vocações sacerdotais. Reafirma-se a impossibilidade do acesso à comunidade sacramental para os divorciados que voltaram a casar-se, tema que criou particular interesse entre os meios de comunicação.
Durante a discussão de sexta-feira sobre a mensagem, vários bispos ofereceram contribuições para que o relatório final manifestasse todo o reconhecimento da Igreja pelos sofrimentos e frustrações interiores destes casais. Os padres sinodais convidam estes casais a não se sentirem excluídos da vida da Igreja e a participarem da missa dominical e da escuta da Palavra de Deus. a mensagem conclui com duas imagens: a dos cristãos do século IV, em particular a dos mártires de abitene, no Norte da África, que clamaram: Sem o domingo não podemos viver, e a dos discípulos de Emaús.

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