Marrocos não está a respeitar a lei internacional no modo como está a lidar com os problemas de imigração, disse o alto-comissário para os refugiados das Nações Unidas.
Marrocos não está a respeitar a lei internacional no modo como está a lidar com os problemas de imigração, disse o alto-comissário para os refugiados das Nações Unidas. Marrocos não permite o acesso dos funcionários das Nações Unidas (ONU) aos campos de refugiados, onde se pensa que estão também as pessoas que procuram asilo. O alto-comissário para os refugiados, antónio Guterres, diz ter relatórios inquietantes sobre o modo como as autoridades marroquinas estão a tratar pessoas legitimamente registadas como refugiados.
Marrocos negou as acusações de ter abandonado mais de mil africanos no deserto sem alimentos ou água. O governo marroquino também não permitiu que a BBC entrasse nos campos, 700 quilómetros a sul da capital Rabat, alegando que só imigrantes ilegais, e não refugiados, se encontram detidos nesses campos.
No entanto, africanos de países em guerra como a Libéria, a Serra Leão e a República Democrática do Congo mostraram aos jornalistas os seus registos como refugiados dados pelo alto-comissariado para os refugiados da ONU, aproveitando para pedir ajuda.
Olhem para o modo como me atiraram para aqui: a sofrer no deserto! Por favor, preciso de ajuda. Quero que me ajudem a sair desta situação, disse uma mulher. Muitos afirmam que trabalhavam legalmente em Casablanca e Rabat quando foram detidos pela polícia, algemados e levado de autocarro para o deserto onde foram abandonados sem água. Pedem ao governo marroquino que organizem buscas no deserto para procurar sobreviventes.
Marrocos nega firmemente ter abandonado africanos no deserto, apesar de confirmado por relatórios de organizações internacionais dos direitos humanos a operar na zona.

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