Uma crise alimentar cada vez mais grave é usada pela oposição ao presidente Bingu wa Mutharika numa tentativa de forçar a sua resignação. O presidente só agora declarou o estado de desastre.
Uma crise alimentar cada vez mais grave é usada pela oposição ao presidente Bingu wa Mutharika numa tentativa de forçar a sua resignação. O presidente só agora declarou o estado de desastre. O presidente do Malawi declarou o estado de desastre nos 28 distritos do país, em resposta à escassez de alimentos, uma indicação da possível politização da crise segundo Rafiq Hajat, do Instituto para a Integração Política.
Hajat chama a atenção para o facto desta declaração vir semanas depois das Nações Unidas (ONU) terem lançado um apelo para reunir 88 milhões de dólares em ajudas para o Malawi, foi como fechar o estábulo depois do cavalo ter escapado.
Há muito que devia ter sido declarado o estado de desastre – alguns de nós na sociedade civil já desde Dezembro 2004 que soávamos o alarme de uma crise alimentar. a crise foi criada pela combinação de vários factores, tais como não entregar fertilizantes subsidiados no ano passado e a escassez da chuva – não é necessário ser um cientista para prever que íamos enfrentar uma crise alimentar este ano, comentou Hajat.
Trabalhadores humanitários disseram à agência IRIN que desde agosto que o apelo da ONU foi feito e que não é provável que a declaração do estado de desastre ajude a aumentar os fundos. De acordo com a ONU até agora foram recebidos 28 dos 88 milhões de dólares que foram pedidos.
a porta-voz do Programa Mundial de alimentação (PMa) no Malawi, antonella D’aprile, disse que o governo já está a usar os fundos internacionais para distribuir comida no norte e centro do país. No entanto, o volume de alimentos necessários é muito maior agora, estamos a olhar para cinco milhões de pessoas que precisam de ajuda alimentar. as estimativas iniciais apontavam para 4,2 milhões de pessoas.

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