Um homem que nasceu em Timor e cresceu com uma forte ligação a Portugal. Ordenado padre em Lisboa, foi depois bispo de Dili e denunciou a opressão que vivia o seu povo.
Um homem que nasceu em Timor e cresceu com uma forte ligação a Portugal. Ordenado padre em Lisboa, foi depois bispo de Dili e denunciou a opressão que vivia o seu povo. Ximenes Belo nasceu a três de Fevereiro de 1948 em Uailacama no distrito de Baucau, Timor-Leste. Entrou no seminário de Dili mas, atraído pelo ideal da congregação salesiana, veio para Portugal. a 23 de Setembro de 1973 professou como salesiano, Estudou filosofia e voltou a Timor como professor.
Começou o estudo da Teologia nas Filipinas, o qual terminou em Portugal, seguindo para a Universidade Pontifícia Salesiana em Roma, onde se licenciou em espiritualidade. Foi ordenado presbítero em Lisboa por D. José da Cruz Policarpo, que tinha sido seu professor na Universidade Católica.
Regressou a Timor em 1981, sendo nomeado administrador apostólico da diocese de Dili em 1983 por João Paulo II. Em 1988 foi ordenado bispo.
Sensível aos direitos humanos e à situação do seu povo, aproveitou a ocasião da homenagem da cidade de Dili a Nossa Senhora de Fátima, em Outubro 1983, para denunciar as atrocidades cometidas pelas forças indonésias que ocupavam Timor. No ano seguinte, aproveitou o convite da Conferência Episcopal da Indonésia para levar informações das injustiças praticadas em Timor-Leste.
Em 1989 apelou ao secretário-geral das Nações Unidas para intervir na situação de Timor-Leste, sugerindo a realização de um referendo de modo que o povo timorense tivesse a possibilidade de expressar a sua vontade.
Como reconhecimento do caminho que fez ao lado do seu povo, partilhando os seus sacrifícios e sofrimentos foi-lhe atribuído, a ele e a Ramos-Horta, o Prémio Nobel da Paz em 1996, assim como muitas outras distinções.

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