Na sua primeira mensagem de Quaresma enquanto cardeal, o patriarca de Lisboa apelou aos cristãos que não desistam de procurar soluções para a crise, e de responder às necessidades dos mais carentes
Na sua primeira mensagem de Quaresma enquanto cardeal, o patriarca de Lisboa apelou aos cristãos que não desistam de procurar soluções para a crise, e de responder às necessidades dos mais carentes Embora os sinais de recuperação económica demorem em repercutir-se na vida e no estado de espírito de muitas pessoas e famílias, o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, desafia a comunidade católica a não baixar os braços e a manter-se empenhada na resposta às carências dos que mais sofrem. Pode haver, como legitimamente acontece, mesmo entre os discípulos de Cristo, diferenças na análise dos problemas e perspetivas distintas para a respetiva resolução. O que não pode haver é desistência ou atraso quanto ao essencial, que é responder com empenho às carências pontuais ou persistentes da sociedade que integram, afirmou o novo cardeal, na sua mensagem para a Quaresma, apresentada quarta-feira, 18 de fevereiro, na Sé de Lisboa. antes de lançar este desafio, Manuel Clemente lamentou que os sinais de recuperação económica demorem em repercutir-se na vida e no estado de espírito de muitas pessoas e famílias, que por excessivos encargos e falta de trabalho e perspetivas não conseguem satisfazer necessidades básicas, nem olhar com otimismo o futuro, especialmente os mais jovens. Neste sentido, recordou aos fiéis que o tempo da Quaresma é também um tempo de sobriedade solidária.como a misericórdia, em que o tudo de Deus dá lugar à recuperação de todos. Este é o lugar que queremos, na Quaresma que encetamos. Para que, finalmente, ninguém fique de fora, sublinhou. O ano passado, segundo o cardeal-patriarca, foram angariados 300 mil euros para a ajuda de Berço, que assim pode construir uma unidade de cuidados continuados pediátricos e reforçar o apoio a mães gestantes em dificuldades. Este ano, a renúncia quaresmal destina-se a ajudar as instituições sociais diocesanas, designadamente as que acompanham os mais novos, como a Casa do Gaiato de Lisboa, ou pessoas sem-abrigo e fragilizadas, como a Comunidade Vida e Paz.