Quase todas as pessoas detidas na ilha, a maior parte à espera de receber o estatuto de refugiados, foram transferidos para o continente. Estavam detidos na ilha enquanto a sua sorte era decidida.
Quase todas as pessoas detidas na ilha, a maior parte à espera de receber o estatuto de refugiados, foram transferidos para o continente. Estavam detidos na ilha enquanto a sua sorte era decidida.

O campo de refugiados faz parte da solução encontrada pela austrália para resolver a questão dos imigrantes que tentavam chegar à austrália ilegalmente. O sistema foi chamado a Solução do Pacífico, e consiste em manter estas pessoas em campos de refugiados remotos, como é o caso da República de Nauru.

Durante os últimos quatro anos mais de 1 200 pessoas, especialmente iraquianos e afegãos, foram enviados para a ilha. Permanecem aí 27 pessoas, das quais 13 viajam em breve para a austrália em liberdade, depois de receberem o estatuto de refugiados. Uma dúzia vai continuar em campos de detenção à volta da austrália enquanto os seus casos são resolvidos.

Só duas das pessoas que procuram asilo na austrália vão permanecer em Nauru, isso porque são considerados um risco para a segurança. Segundo fontes oficiais de Camberra, capital da austrália, ambos serão eventualmente deportados.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, insistiu que isto não significa o fim do centro de detenção de Nauru. O centro continua a ser importante para a política de imigração do país e vai continuar aberto.

Foi estabelecido quando as fronteiras foram fortalecidas, há quatro anos, para deter o aumento do número de indonésios que chegavam à sua costa. Na chamada Solução do Pacífico, Camberra construiu centros de detenção para imigrantes na ilha Manus e na Papua-Nova Guiné, que fecharam no ano passado, e em Nauru.

Com perspectiva de ser enviado para uma região isolada do Sul do Pacífico pretendiam desmotivar quem tivesse a intenção de procurar asilo na austrália. O governo australiano reconhece o sucesso da estratégia, já que contribuiu para a redução do número de pessoas que pedem asilo no país.

a agência das Nações Unidas para os refugiados aplaudiu a decisão de transferir a grande maioria dos detidos em Nauru. anteriormente, a mesma agência tinha criticado as condições de vida em que viviam os detidos nesta ilha tropical.

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