Ministro iraquiano traça quadro negro nas Nações Unidas, ao descrever os horrores a que são submetidas as crianças no seu país, às mãos dos grupos terroristas
Ministro iraquiano traça quadro negro nas Nações Unidas, ao descrever os horrores a que são submetidas as crianças no seu país, às mãos dos grupos terroristasPobreza, abandono, mutilação genital, abusos sexuais e utilização em atos terroristas são apenas algumas das provações a que estão sujeitas as crianças iraquianas, segundo um relatório apresentado esta semana pelo ministro dos Direitos Humanos do Iraque no Comité das Nações Unidas para os Direitos da Criança. Segundo Mohammed al-Bayati, os grupos terroristas tomaram o controlo de várias regiões do país e continuam a praticar crimes de guerra e genocídio, incluindo desaparecimento e escravidão sexual, apesar dos avanços conquistados pelo governo no combate à pobreza, analfabetismo e violência doméstica. Durante a apresentação do relatório, foi demonstrada preocupação especial pelos atropelos aos direitos das meninas, com a prática da mutilação genital e o matrimónio infantil, e pelas diversas formas de discriminação contra menores das minorias étnicas no país. Os membros do Comité manifestaram-se também profundamente preocupados com o recrutamento de menores pelos grupos armados, particularmente nos campos de refugiados, e com o uso de crianças – algumas delas portadoras de deficiência – para a concretização de atos terroristas.