Os argelinos votaram a 29 de Setembro num referendo que visa pôr termo a uma década de guerra civil que deixou mais de 100 mil mortos, e milhares mais que nem são contados.
Os argelinos votaram a 29 de Setembro num referendo que visa pôr termo a uma década de guerra civil que deixou mais de 100 mil mortos, e milhares mais que nem são contados. O voto pelo sim pode aprovar os planos governamentais para dar amnistia a muitos que estão na prisão pelas mortes que provocaram. Grupos da oposição tentam boicotar o referendo, alegando que não pode haver reconciliação sem uma justiça apropriada.
Querem que as autoridades assumam a responsabilidade pelos milhares de desaparecidos durante o conflito. Por outro lado, segundo o ministério do interior, uns mil rebeldes continuam activos.
a Carta para a Paz e a Reconciliação Nacional do presidente abdelaziz Bouteflika pretende ajudar a modernização da argélia e o fortalecimento dos seus laços com o ocidente. O documento também prevê compensação para as vítimas.
Os que são provados responsáveis de massacres, violações e colocação de bombas em locais públicos estão excluídos da possibilidade de amnistia.
Há grandes possibilidades que a medida seja aceite no referendo, já que o país, o seu povo e a sua economia estão exaustos devido à longa guerra civil, segundo a imprensa local. O povo mostra sinais de estar desesperado para colocar uma pedra sobre o passado e seguir em frente com as suas vidas.

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