Enviar comida para ajuda alimentar é uma maneira geralmente ineficaz de dar assistência humanitária internacional, mostrou um estudo efectuado.
Enviar comida para ajuda alimentar é uma maneira geralmente ineficaz de dar assistência humanitária internacional, mostrou um estudo efectuado. Um estudo da Organização para a Cooperação Económica e o Desenvolvimento (OCED), com sede em Paris,demonstrou que enviar comida custa uns 30 por cento mais que dar dinheiro para comprar comida. Esta pode ser comprada localmente ou a um terceiro país.
Os Estados Unidos e a União Europeia produzem mais comida do que os seus cidadãos necessitam. ao mesmo tempo, na África há crianças que morrem de fome. O bom senso parece recomendar que usemos os excedentes para alimentar os famintos Mas este estudo revela que o envio de alimentos é lento, difícil e costoso. Conclusão: é uma maneira muito ineficiente de levar a comida certa, para o lugar certo na altura certa.
Na análise que faz Elisabeth Blunt, jornalista da BBC, o problema é que a ajuda humanitária tem outros motivos, que vão mais além que a intenção de ajudar os que estão famintos.
Os grandes dadores, como os Estados Unidos, são mais generosos com a ajuda alimentar quando têm grandes excedentes. E dão o que lhes sobra, nem sempre o que é preciso. Independentemente do tipo de programa de ajuda em questão, é quase sempre mais efectivo dar ajuda monetária para comprar comida ao mercado que ofereça o melhor negócio. Países que estão dispostos a actuar deste modo, como a Grã-bretanha e a Suiça, conseguem os melhores resultados com a ajuda monetária.
No entanto, muita da ajuda alimentar está condicionada. Muita desta ajuda é dada pelos Estados Unidos cuja lei exige que grande parte desta comida tem que ser comprada a agricultores americanos, processada nos Estados Unidos e transportada por navios norte-americanos.
O OCED reconhece que a ajuda alimentar pode ter muitos motivos, não sempre reconciliáveis, mas espera que este estudo possa ser comida para o pensamento dos países dadores.

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