a enorme quantidade de petróleo exportado e explorado por multinacionais estrangeiras, sem qualquer benefí­cio para os habitantes desse território, levou à situação de tensão dos últimos dias.
a enorme quantidade de petróleo exportado e explorado por multinacionais estrangeiras, sem qualquer benefí­cio para os habitantes desse território, levou à situação de tensão dos últimos dias. Nos últimos dias, os apoiantes do movimento separatista da região do Delta do Níger, que produz 2,5 milhões dos barris de petróleo nigeriano diariamente exportado, ameaçam as instalações de extracção de crude.
Segundo uma entrevista dada à Misna pelo monsenhor Festus Okafoa, vigário da diocese de Port arcourt, o que está a acontecer é uma injustiça social: os recursos naturais são explorados por entidades externas e a população local vive em miséria absoluta, sem estradas, hospitais ou infra-estruturas, e sobretudo, sem trabalho.
Uma grande contradição pode ser observada entre esta zona e abuja, a capital construída em 1976 com electricidade, grandes estradas e urbanística, quem se desloca à capital tem a sensação de que os lucros do petróleo, que vem da sua região, é investido nesta cidade.
Mas os danos causados pela actividade de extracção não se limitam à pobreza. a poluição da terra e da água tem repercussões imediatas na vida quotidiana, especialmente para as famílias mais pobres, que não têm recursos hídricos alternativos, disse o prelado.
algumas companhias estrangeiras, para acalmar a raiva da população local, construíram algumas escolas e centros de saúde, investindo pequenas somas, relativamente aos lucros gerados pela extracção do petróleo. O significado político deste petróleo aumentou devido ao cada vez mais difícil acesso ao mercado do Oriente Médio.
Duas instalações petrolíferas já foram temporariamente fechadas devido a ameaças feitas por apoiantes da Força Voluntária do Povo do Delta do Níger, pedindo a libertação do seu líder alhaj Dokubo asari, detido há dois dias pela polícia nigeriana, acusado de traição. Já no ano passado comandou uma revolta com os seus homens que ascendem já a vários milhares.
O protesto deste e doutros grupos tem a solidariedade dos habitantes da zona, ainda que nem todos concordem com os métodos, concluiu o padre Okafoa.

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