vítima do seu próprio sucesso na promoção da educação. Milhares de crianças que se inscreveram para a escola primária não têm lugar devido à falta de capacidade das escolas.
vítima do seu próprio sucesso na promoção da educação. Milhares de crianças que se inscreveram para a escola primária não têm lugar devido à falta de capacidade das escolas. Desde que chegou ao poder em 2002, o presidente Marc Ravalomanana conduziu uma campanha agressiva para persuadir as crianças a frequentar a escola, lançando o ensino primário gratuito, incluindo os livros e o material escolar.
Na ilha de 17 milhões de habitantes, as matrículas na escola aumentaram 82 por cento, em 2003/3. Segundo os analistas internacionais, Madagáscar, um dos países mais pobres do mundo, tem assim possibilidades de alcançar um dos objectivos do milénio das Nações Unidas: todas as crianças na escola até 2015.
Mas a taxa de abandono continua elevada, com apenas 39 por cento das crianças a completar o ensino primário. De acordo com fontes oficiais as escolas estão sobrecarregadas com o número de alunos.
Não temos números exactos, mas há muitas crianças para as quais não temos capacidade, disse Marze, director da educação primária. Em algumas escolas, havia mais do dobro de alunos a aplicar que vagas. tivemos uma campanha de encorajamento para que os pais mandem os filhos à escola, mas a campanha parece ter tido demasiado sucesso, disse Marze. Houve um aumento massivo no interesse. Precisamos urgentemente de mais salas e professores.
Marze disse também que o ministro da educação está em negociações com as associações de pais para encontrar lugares para o excesso de alunos. Estamos a trabalhar com os pais para resolver esta questão. Mas pode passar um mês antes de sabermos a escala do problema.
Três em cada quatro dos habitantes de Madagáscar são agricultores de subsistência que ganham menos de um dólar por dia. O presidente Ravalomanana está a abrir o país ao investimento estrangeiro e a tentar erradicar a corrupção e o mau governo de pois de anos de má administração durante o governo de Didier Ratsiraka.

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