Os bispos anglicanos ingleses sugerem que os líderes cristãos peçam desculpa aos líderes muçulmanos pela guerra no Iraque.
Os bispos anglicanos ingleses sugerem que os líderes cristãos peçam desculpa aos líderes muçulmanos pela guerra no Iraque. Um grupo de trabalho dos bispos disse que a guerra foi, e é, uma longa litania de erros em relação ao Iraque.como é pouco provável que o governo apresente um pedido de desculpas, um encontro de líderes religiosos faria um acto público de arrependimento institucional.
apelam também a um encontro de verdade e reconciliação, apesar de reconhecerem que a organização de um encontro deste teor possa ser difícil. Publicaram um relatório, fruto do encontro: Contra o terrorismo – Poder, Violência e Democracia depois do 11/9.
O relatório sugere que o encontro de líderes cristãos seria uma oportunidade para pedir desculpa pela maneira como o ocidente contribuiu para a situação do Iraque.
a igreja anglicana está num dilema: abandonar o Iraque sem uma democracia estável instalado seria irresponsável, mas ficar implica a participação numa grave errada, escreveram os bispos. Se a guerra for, neste momento, um mal necessário, é preciso que haja um certo nível de reconhecimento público das responsabilidades ocidentais na presente situação.
Pode ser possível ter um encontro público [] no qual os líderes cristãosse encontram com outros líderes religiosos, especialmente muçulmanos, num clima de verdade e reconciliação, durante o qual haveria um reconhecimento público de, pelo menos, alguns dos factores mencionados [no relatório].
O relatório apresenta alguns dos erros da sociedade ocidental em relação ao Iraque. Durante muitos anos Saddam Hussein foi o aliado estratégico contra o Irão, como tal foram-lhe vendidas armas. Depois a situação mudou e foram aplicadas sanções, com o consequente sofrimento provocado ao povo iraquiano.
Também se afirma neste relatório que a guerra parece ser tanto pelo interesse nacional americano, como pelo bem-estar do povo iraquiano.
Não seria a primeira vez que instituições religiosas pedem desculpa por injustiças passadas, incluindo o Vaticano que pediu desculpas pelas suas responsabilidades na perseguição aos judeus.
Estes casos indicam que é possível para as instituições responsabilizar-se pelas suas acções corporativas do passado, não para fazer que todos os cristãos se sintam individualmente culpados, mas como um acto público e maduro de arrependimento institucional, afirma o relatório.

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