O assalto e a destruição das instalações da missão de Surumu, Roraima, deixou no chão um montão de ruí­nas.
O assalto e a destruição das instalações da missão de Surumu, Roraima, deixou no chão um montão de ruí­nas. Realizado por cerca de 150 homens, alguns deles encapuçados, o ataque desta madrugada, 17 de Dezembro, à missão e à escola indígena de Surumu deixou um rasto de destruição de uma ponta à outra.
Os assaltantes entraram e passaram pelas instalações partindo, destruindo e roubando. Nas fotos chegadas, ao fim da manhã, a Boa Vista, capital do estado de Roraima, são bem visíveis as marcas da sanha destruidora dos inimigos dos índios. Documentam o interior dos urbanística, com telhados queimados e derrocados, e o chão coberto de cacos e cinzas.
Corrigindo de algum modo as notícias desta manhã, o professor Júlio, do SENaI (Serviço Nacional da Indústria), que estava na missão a ministrar um curso de mecânica, não foi preso, mas espancado, tendo visíveis nas costas as marcas da violência. Vários índios da missão e o professor Júlio começaram a ser ouvidos pela polícia federal.
ao princípio da tarde, partiu de Boa Vista para Surumu um camião com mantimentos para os líderes e alunos, que perderam todos os bens roubados pelo fogo ou pelos assaltantes.
Ouvidos alguns testemunhos de pessoas ligadas à escola indígena de Surumu, eles são da opinião que o ataque não seria em primerio lugar contramissão, mas contra o os índios e o seu projecto de desenvolvimento. Propriedade da diocese, fundada e gerida pelos missionários da Consolata durante cerca de 50 anos, a missão deveria ser entregue aos líderes índios, agora proprietários reconhecidos das suas terras, em base ao decreto assinado pelo presidente Lula da Silva, em 25 de abril passado.
De Roraima:

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