No documento final as presidências das Conferências Episcopais Lusófonas manifestaram a sua preocupação com o crescimento das seitas nos seus países com a sida, a paz, a falta de água e a educação.
No documento final as presidências das Conferências Episcopais Lusófonas manifestaram a sua preocupação com o crescimento das seitas nos seus países com a sida, a paz, a falta de água e a educação. No comunicado final do seu VI Encontro, os prelados alertaram para o abandono da igrejas e a adesão a novos movimentos religiosos, designadamente de tipo Pentecostal. Pedem uma revisão dos processos pastorais de evangelização, ao nível da catequese, bem como um esforço renovado na formação permanente dos fiéis, do clero e de outros agentes pastorais.
O documento sublinha a importância destes encontros lusófonos e destaca os sinais de vitalidade e esperança nas suas Igrejas. Entre estes enumeram a participação mais activa dos fiéis na vida da Igreja, a expansão do voluntariado missionário dos leigos e na África, o aumento do número de fiéis, sacerdotes e religiosos, entre outros.
O comunicado final chama a atenção para as seqüelas da guerra e das lutas partidárias em alguns países lusófonos lançando um apelo urgente à educação para a paz, à defesa e promoção dos direitos humano.
Os bispos desafiam os governantes lusófonos a uma prática política entendida como serviço para bem do povo e não como busca do poder pessoal ou partidário e ainda a recusa de qualquer forma de violência no convívio social e da corrupção e do clientelismo no exercício de funções públicas.
as conclusões apontam ainda para o fenômeno crescente da migração das populações, bem como para situações de pobreza de grande parte das populações dos países lusófonos e para a importância da estabilidade e legitimidade política.
Uma posição de conjunto foi tomada no que diz respeito a movimentos sociais e iniciativas legislativas, já em curso em alguns países, no sentido de atentar contra o direito à vida e à dignidade da pessoa humana. Os participantes no VI Encontro propuseram-se, conjuntamente com outras confissões religiosas, mobilizar os fiéis, pessoas de boa vontade, entidades e organizações que defendem os mesmos valores, para uma acção concertada junto dos Estados que pretendam desrespeitar tais direitos, chamando a atenção para o princípio de que nem tudo o que é legalmente permitido é moralmente lícito, pode ler-se.
Os bispos que presidem às Conferências Episcopais de Moçambique, angola, Brasil, Portugal, Cabo Verde e Guiné-Bissau manifestaram também, uma grande preocupação com o alastrar rápido e descontrolado do HIV/sida em África, sobretudo em angola e Moçambique.
Nesta altura, os dados oficiais apontam para uma taxa de infecção na ordem dos 17 por cento, mas a Igreja está convicta de que a percentagem é bastante superior. Nos últimos meses têm morrido de sida, em todas as regiões do país, centenas de professores, polícias e enfermeiros. O Ministério da Saúde revelou no início desta semana que em 2004 morreram, vítimas de sida, em Moçambique, mais de mil polícias, o que fez com que alguns postos das zonas mais recônditas tivessem mesmo de fechar as portas.
Nas conclusões finais do encontro, os bispos participantes decidiram desenvolver e apoiar iniciativas que reconheçam a água como um direito humano.
Perante a evidente escassez de água potável no mundo, mas muito particularmente em algumas regiões de África e da américa Latina, os prelados que presidem às conferências episcopais dos países lusófonos sublinharam a necessidade de proteger a água dos interesses mercantilistas, para que os mais pobres também tenham acesso a esse bem essencial à vida.
a igreja anunciou também projecto-piloto na Guiné-Bissau, para garantir melhores condições de acesso ao conhecimento por parte da população, sobretudo nas regiões mais isoladas, através das escolas navegadoras’. a informática torna-se o veículo do conhecimento. Um projecto para levar depois a outras zonas como forma de expressão da solidariedade lusófona.
a assembleia decidiu que o VII Encontro das Presidências das Conferencias Episcopais dos Países Lusófonos decorra em Portugal, no Santuário de Fátima, de 9 a 12 de Outubro do próximo ano de 2006. O tema central da agenda será a avaliação dos seis primeiros encontros com vista ao estabelecimento de perspectivas de futuro que permitam incrementar o intercâmbio e a comunhão entre as Igrejas Lusófonas.

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