Mais de 20 mil pessoas tiveram que fugir à devastação. Langdon King, um assessor de informática de 27 anos, e a sua esposa decidem ajudar.
Mais de 20 mil pessoas tiveram que fugir à devastação. Langdon King, um assessor de informática de 27 anos, e a sua esposa decidem ajudar. a BBC on-line publicou o relato deste exemplo de humanismo. Este casal vive perto do astrodome de Houston, para onde estão a ser levados muitos dos feridos e refugiados de Nova Orleães, e decidiu deixar tudo e meter mãos à obra.
Inscreveram-se numa igreja local, que coordenava o trabalho voluntário e seguiram para o Dome. Eram filas e filas de pequenas camas e macas.começaram por ajudar a Cruz Vermelha na identificação das pessoas e fazendo uma primeira triagem: quem precisa de ajuda médica e onde podiam encontrar roupas e comida.
Tentamos ajudar no que podemos. Muitas pessoas sofrem de desidratação, há pessoas com máscaras de oxigénio e muitas pessoas precisam de medicamentos vitais, como a insulina.
Conta que encontrando uma mulher com os filhos que vestiam roupa nova perguntou-lhe se tinham ido às compras. Ela respondeu: Sim, fui à loja lá abaixo e comprei-lhes algumas coisas novas Odeio quando nos chamam pobres refugiados!
as pessoas estão desesperadas. Na entrada deste estádio todas são revistadas para assegurar que não levam armas. a polícia tem que intervir para que não haja conflitos devido à escassez de comida, roupas e até de produtos de higiene pessoal.
Posso entender que as pessoas estejam desesperadas, disse King. Estavam sujos, nem tinham tomado banho durante dias.
as crianças parecem mais felizes, sorriem, algumas brincam com bolas de futebol americano. Livros para pintar são muito importantes, assim como brinquedos e jogos de mesa. Vi famílias inteiras à volta de uma mesa a jogar.
King conta que se sente muita solidariedade. as ajudas em alimentos, roupas e medicamentos, estão sempre a chegar. além disso as pessoas e instituições estão a organizar-se para acolher os refugiados.
ainda que só tenha a possibilidade de interagir com um pequeno grupo de pessoas – conclui King – ainda posso ajudar. Se posso ajudar uma pessoa a ficar melhor do que estava, já vale a pena!.

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