Os meios de comunicação oficiais chineses questionaram a afirmação do Dalai Lama de que ele é o único a querer autonomia para o Tibete, no dia que se comemoram os 40 anos de autonomia do território.
Os meios de comunicação oficiais chineses questionaram a afirmação do Dalai Lama de que ele é o único a querer autonomia para o Tibete, no dia que se comemoram os 40 anos de autonomia do território. Num comentário publicado ontem, 1 de Setembro, horas depois da marcha comemorativa dos 40 anos de autonomia do Tibete, a agência de notícias chinesa Xinhua criticou o Dalai Lama por trazer influência estrangeira para um assunto interno.
Pode não ser respeitável duvidar da sabedoria de Sua Santidade’ ao não acordar para a realidade, mas temos de questionar-nos qual o objectivo do Dalai Lama ao pedir uma maior autonomia’, pode ler-se no comentário.
O líder budista fugiu para a Índia depois de uma revolução falhada em 1959, nove anos depois do exército chinês ter imposto a dominação de Pequim. Desde então renunciou à pretensão de independência, mas continua a exigir mais autonomia para o território. Por seu lado a China continua a acusar o líder espiritual de provocar o separatismo.
Xinhua afirma que o Dalai Lama, ao dirigir o seu apelo a governos estrangeiros prova que não procura uma resolução pacífica para o Tibete. Quem é puro de coração na procura de um compromisso não atira lama à outra parte. Uma tentativa de conseguir a interferência internacional num assunto interno é uma negação óbvia de que o Tibete faz parte da China.
O comentário faz eco da defesa tradicional da sua autoridade, fazendo notar a libertação de servos e escravos antes oprimidos pelo regime hierárquico do Dalai Lama e a melhora do nível de vida na região.
Ele tem que aceitar o facto de que o Tibete, na presente situação de autonomia, mudou de uma forma que seria impossível sob a sua administração, concluiu o comentário.

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