Perante a necessidade de intensificar os esforços de prevenção da sida em África, 2006 foi declarado ano de aceleração da prevenção.
Perante a necessidade de intensificar os esforços de prevenção da sida em África, 2006 foi declarado ano de aceleração da prevenção. Odirector regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Luís Gomes Sambo,apelou àmedicina tradicional, chamando os seus praticantes a colaborar em primeiro lugar. Encontrando-se em Maputo para o lançamento do selo comemorativo do dia da medicina tradicional, afirmou a importância de os médicos tradicionais se envolveremem intervenções de prevenção do HIV/Sida.
Sendo reconhecidos pela comunidade como ministrantes de cuidados de saúde, aos médicos tradicionais pede-se-lhes que colaborem para que a população tenha maior acesso às intervenções preventivas, curativas e promocionais de qualidade. Foram ainda interpelados para que ajudem a melhorar e intensificar a participação comunitária na prevenção.
Gomes Sambo acrescentou que a acção dos médicos tradicionais é fundamentalmente o desencorajamento de práticas de perfuração da pele, de manuseamento do sangue e dos seus produtos; a promoção do uso do preservativo e da prevenção da transmissão perinatal. Segundo o director regional da OMJS, os agentes tradicionais de saúde devem promover o desencorajamento das práticas comunitárias de abuso sexual e de menores; o acesso a testes voluntários, ao aconselhamento e à transferência para as unidades hospitalares, bem como a promoção da prevenção do vírus através da abstinência sexual e da fidelidade.
Os médicos tradicionais têm pela frente novos desafios no campo da medicina preventiva, sem deixar abandonar as práticas ancestrais e a utilização médica de produtos de origem vegetal, animal ou mineral. Ciência e tradição face a face.

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