O aparecimento de novos diagnósticos de lepra tem estabilizado nos últimos anos, mas a incidência da doença nos menores de 14 anos continua a revelar í­ndices preocupantes, segundo os especialistas
O aparecimento de novos diagnósticos de lepra tem estabilizado nos últimos anos, mas a incidência da doença nos menores de 14 anos continua a revelar í­ndices preocupantes, segundo os especialistas Em todo o mundo, são detetados anualmente cerca de 200 mil novos casos de lepra, um número positivo que se tem mantido nos últimos anos, mas que continua a ser alarmante pela incidência em menores de 14 anos, sobretudo nos países em desenvolvimento. Se a doença não for bem controlada nas crianças, pode deixar uma série de deficiências para toda a vida, alerta o médico José Ramón Echevarría, diretor da organização Lepra Fontilles. No próximo domingo, 26 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial dos Leprosos e a organização espanhola quer aproveitar para dar visibilidade a todos os meninos e meninas indianos com lepra. O país declarou a doença erradicada em 2005, suspendeu as campanhas de prevenção e deteção, sem ter em conta que existiam importantes focos de lepra a nível regional. as consequências foram dramáticas para as crianças que padecem de uma doença, que hoje, com os meios adequados, se pode curar, explica Echevarría. O caso da Índia é alarmante mas não é único no que respeita ao aumento de casos de lepra. as últimas estatísticas oficiais disponíveis, referentes ao ano de 2012, mostram que 115 países notificaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) de 232 mil novos casos. Mas só 16 países acumulam 95 por cento da lepra no mundo. a Índia, com 58 por cento, encabeça a lista de novos diagnósticos, seguida do Brasil (14 por cento), da Indonésia (oito), Bangladesh, República Democrática do Congo, Mianmar, Nepal e Nigéria. Em Portugal, a doença não constitui hoje qualquer problema de saúde pública, o que significa, segundo o critério da OMS, que o país tem menos de um doente com lepra por cada 10 mil habitantes, revela a associação Portuguesa amigos de Raoul Follereau (aPaRF), que apoia cerca de duas dezenas de projetos em território nacional. Estes programas envolvem aproximadamente 50 pessoas.