O governo do Sudão e o alto Comissário para os Refugiados comprometeram-se em acelerar o regresso de milhares de refugiados de Darfur e do Sul do Sudão.
O governo do Sudão e o alto Comissário para os Refugiados comprometeram-se em acelerar o regresso de milhares de refugiados de Darfur e do Sul do Sudão. O compromisso resulta das conversações de antónio Guterres, alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (HCR), mantidas em Cartum com as autoridades sudanesas, nomeadamente com o presidente Omar al-Béchir e o ministro dos Negócios Estrangeiros Mostafa Osmane Ismail.
Mais de 700 mil sudaneses estão refugiados no estrangeiro, devido aos conflitos sangrentos que se registam no país: 220 mil estão no Uganda, 209 mil no Chade, 88 mil na Etiópia, 75 mil na República Democrática do Congo, 70 mil no Quénia, 26 mil na República Centro africana e 16 mil nos Estados Unidos, de acordo com dados fornecidos pelo comissário sudanês para os refugiados.
Se juntarmos os deslocados no interior do país, calcula-se que 2,4 milhões de sudaneses fugiram das suas casas desde o começo da guerra civil em Darfur, em Fevereiro de 2003. Na outra frente de guerra civil, que durante 21 anos opôs os rebeldes do Sul ao governo de Cartum, contam-se cinco milhões de deslocados e refugiados.
antónio Guterres, que prometeu às autoridades do Sudão apressar os programas de repatriamento, sobretudo a partir da Etiópia e da República Centro africana, chegou a 22 de agosto ao Sudão, onde iniciou um périplo africano de 10 dias.
antes de partir, o ex-primeiro ministro português apelara à comunidade internacional a estar mais atenta aos problemas do continente africano.

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