é um avanço o reconhecimento do abuso por parte das autoridades policiais. No entanto o Observatório dos Direitos Humanos adverte que há que passar das palavras às acções.
é um avanço o reconhecimento do abuso por parte das autoridades policiais. No entanto o Observatório dos Direitos Humanos adverte que há que passar das palavras às acções. O presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, admitiu que a polícia é culpada de mortes e casos de tortura. O Observatório dos Direitos Humanos (HRW) pede agora medidas concretas para que estes casos não se repitam.
Durante um curso de dois dias sobre actividade policial e direitos humanos em abuja, capital do país, Obasanjo apoiou medidas concretas para acabar com os abusos.
Dirigindo-se aos participantes afirmou que houve mortes extrajudiciais e torturas. a Nigéria assinou a carta dos direitos humanos e como esses direitos fazem parte da nossa constituição temos o dever de assegurar que não permitimos actos que vão contra as liberdades civis no nosso país, disse o presidente.
O HRW foi responsável pelo estudo sobre violência policial, publicado a finais de Julho deste ano. O reconhecimento de abusos dos direitos humanos às mãos da polícia por parte de Obasanjo é um importante passo inicial, disse Peter Takirambudde, director executivo do HRW para a África. No entanto, actuar contra o problema exige mais que palavras. É essencial que as suas palavras sejam seguidas por acções concretas para acabar com os abusos policiais.
O presidente Obasanjo precisa de mostrar ao mundo que leva tão a sério o respeito pelos direitos humanos como a luta contra a corrupção, disse Takirambudde. Se quer deixar um legado à Nigéria, à África, deve acabar com a impunidade que por demasiado tempo protegeu os perpetradores dos abusos.

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