a vida dos somalis continua a ser afectada por um nível dramático de violência e brutalidade, lê-se no relatório de uma organização humanitária.
a vida dos somalis continua a ser afectada por um nível dramático de violência e brutalidade, lê-se no relatório de uma organização humanitária. Médicos Sem Fronteiras (MSF) dizem que, este ano,só na cidade somali de Galcayo trataram mais de 500 vítimas de violência. Dividida em duas áreas, controladas pelos senhores da guerra rivais, a cidade conta apenas com dois hospitais.
Nos primeiros seis meses do corrente ano, foram tratadas no hospital da zona norte 224 pessoas por ferimentos causados por armas de fogo, 135 por feridas provocadas por armas brancas e 38 feridos por espancamento. Muitas das vítimas são mulheres e crianças.
Segundo o relatório dos MSF, a Somália regista também uma das piores taxas de mortalidade infantil. Mais de 10 por cento das crianças morrem ao nascer e 25 por cento dos que sobrevivem, morrem antes de atingir os cinco anos.
O sofrimento dos somalis tem recebido pouca atenção das organizações de ajuda humanitária e da comunidade internacional, disseram os MSF.
O facto mais assustador é que a Somália oficialmente nem sequer está em guerra, explica Colin Mcllreavy, chefe da missão local dos MSF. Este nível de violência é reflexo da brutalidade da vida quotidiana das pessoas deste país. a violência extrema tornou-se parte da existência diária e o seu efeito na população é devastador.
Há 14 anos que a Somália nãotem um governo funcional. O parlamento transitório, instaurado a 22 de agosto de 2004, falhou na tentativa de pôr fim à anarquia. Um ano depois da inauguração deste parlamento, muitos analistas temem que esta tentativa de trazer paz à Somália falhe, como as 13 anteriores.

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