Que existe corrupção na administração pública e privada de Moçambique não é uma novidade. Nem em Moçambique nem em qualquer outro país do mundo.
Que existe corrupção na administração pública e privada de Moçambique não é uma novidade. Nem em Moçambique nem em qualquer outro país do mundo. É uma constante universal, que prejudica o bem-estar dos cidadãos e o desenvolvimento dos povos. O que constitui uma novidade em Moçambique é a capacidade que o povo tem para identificar e denunciar as instituições mais vulneráveis à corrupção e apoiar as que são menos corruptas. É quanto revela o relatório da Pesquisa Nacional de Base sobre Governação e Corrupção, realizada entre agregados familiares, funcionários públicos e empresas.
De acordo com os dados fornecidos por este relatório, as instituições mais vulneráveis à corrupção, são os partidos políticos, alfândegas, governo municipal, Electricidade de Moçambique (EDM), a polícia em geral, e a polícia de trânsito em particular, os correios e os tribunais judiciais.
a pesquisa também identificou alguns dos grupos sociais que exercem maior influência sobre o Estado para dele tirarem as próprias vantagens. Entre esses, aparecem os dirigentes políticos, os traficantes de drogas e as grandes empresas multinacionais.
Nem tudo é negativo e corrupto no país. a pesquisa nacional sobre governação e corrupção permitiu descobrir que os moçambicanos acreditam nos média, nas instituições religiosas, nas organizações não governamentais, no conselho de Ministros, no Governo provincial e no Ministério de agricultura, no Ministério da Educação, nas Forças armadas e nas telecomunicações de Moçambique, que são, segundo os entrevistados, os sectores menos vulneráveis à corrupção.
Entre as causas da corrupção no país, a pesquisa identificou a baixa remuneração, a ausência de incentivos, a ausência de um sistema eficaz de denúncia reforçada pela falta de um sistema judicial independente e mais eficaz.
Todos os órgãos do Estado e das instituições privadas e não governativas, incluindo a Igreja com a sua acção pastoral, têm a grande responsabilidade de trabalhar para melhorar a qualidade dos serviços que oferecem aos cidadãos e para ajudar a que o país consiga maiores níveis de desenvolvimento. (cf. Notícias, nº 26373, pág. 4 e nº 26375, pág. 3 de 5 e 8 de agosto 2005, respectivamente).

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