Três organizações de defesa dos direitos humanos protestam contra o assassinato de Pascal Kabangulu e exigem uma investigação independente e imediata, assim como uma protecção adequada.
Três organizações de defesa dos direitos humanos protestam contra o assassinato de Pascal Kabangulu e exigem uma investigação independente e imediata, assim como uma protecção adequada. Pascal Kabungulu, secretário-geral da organização Herdeiros da Justiça, líder da defesa dos direitos humanos no Congo, foi assassinado em sua casa na madrugada de 31 de Julho. Kabungulu era também vice-presidente da Liga dos Direitos Humanos da Região dos Grandes Lagos.
Três homens armados em uniforme forçaram a entrada de sua casa, arrastaram-no do seu quarto e balearam-no em frente da sua família. a família referiu à imprensa local afirma que, antes da execução, os atacantes disseram: “andávamos à tua procura. Hoje é o dia da tua morte”. Os homens roubaram o computador portátil de Kabungulu, um televisor e um vídeo gravador.
O Observatório dos Direitos Humanos, a amnistia Internacional e a Linha da Frente, num documento conjunto, exigem que o governo proceda a uma investigação completa e independente do assassinato. Descrevem Kabangulu como “um defensor dos direitos humanos, altamente respeitável e corajoso, que deu esperança às pessoas afligidas pela guerra e pela miséria”.
a organização Herdeiros da Justiça é um conhecido grupo activista pelos direitos humanos que denunciou graves abusos contra os direitos humanos, incluindo crimes de guerra cometidos na República democrática do Congo.
as três organizações pelos direitos humanos dizem que as ameaças contra os activistas têm vindo a aumentar no Congo. No último ano, um número crescente de activistas recebeu ameaças de morte, depois de denunciarem sérios abusos contra os direitos humanos por parte das autoridades locais. alguns activistas tiveram que abandonar o país temendo pelas suas vidas.
Fazem um apelo ao governo de transição que desenvolva um plano efectivo de protecção dos activistas dos direitos humanos e pedem à missão da Nações Unidas no Congo que faculte a ajuda técnica e logí­stica necessária.

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