Três instituições ligadas à Igreja Católica uniram-se ao governo português para criar uma rede de apoio dirigida às pessoas vítimas de tráfico humano
Três instituições ligadas à Igreja Católica uniram-se ao governo português para criar uma rede de apoio dirigida às pessoas vítimas de tráfico humano Mais de 20 organizações públicas e privadas uniram-se ao governo português para criar a Rede de apoio e Proteção às Vítimas de Tráfico. através desta iniciativa, pretende-se prevenir estes casos. a Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, o Serviço Jesuíta aos Refugiados e a Congregação das Irmãs adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento são as instituições ligadas à Igreja que integram o projeto, coordenado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Júlia Bacelar, do Instituto das Irmãs adoradoras, acredita que a rede vai permitir padronizar, práticas e agilizar processos no tratamento de uma realidade alarmante que afeta homens e mulheres, crianças e adultos. Este protocolo tem pernas para andar e faz todo o sentido, até porque estas instituições andavam cada uma na sua capela e sem recursos, o que é muito complicado e esgotante, disse a religiosa, em declarações à agência Ecclesia. Segundo a Oikos, uma organização sem fins lucrativos, que também assinou o protocolo, o tráfico de seres humanos é a segunda maior fonte ilegal de lucro no mundo, só ultrapassada pelo tráfico de droga. atualmente, esta problemática afeta cerca de três milhões de pessoas e abrange áreas como o trabalho escravo, a exploração sexual e a venda de órgãos e tecidos.