Cinco anos após a crise financeira global, o desemprego continua em «níveis inaceitavelmente altos» no conjunto dos países do G20, as 20 principais economias no mundo. a OIT pediu novas políticas para criar empregos e um crescimento sustentável
Cinco anos após a crise financeira global, o desemprego continua em «níveis inaceitavelmente altos» no conjunto dos países do G20, as 20 principais economias no mundo. a OIT pediu novas políticas para criar empregos e um crescimento sustentável a Organização Internacional do Trabalho (OIT) avisou que não se pode esperar uma melhoria significativa da situação do emprego, a menos que os países se comprometam com políticas mais ambiciosas para resolver o défice de empregos, nas palavras do diretor-geral da OIT, Guy Ryder, durante uma conferência de imprensa em Moscovo, na Rússia, quarta-feira, 17 de julho. Guy Ryder apresentou uma atualização estatística sobre as perspetivas de curto prazo no mercado de trabalho e os principais desafios dos países do G20, elaborada pela OIT e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), para a reunião de ministros do Trabalho e do Emprego do G20. De acordo com esta atualização, o desemprego aumentou em metade dos países do G20, e desceu apenas marginalmente na outra metade. as taxas de desemprego são significativamente mais elevadas entre os jovens e a sua participação no mercado de trabalho também diminuiu, o que poderá ter implicações preocupantes a longo prazo. além disso, a OIT afirma que a atualização de rendimentos e a desigualdade de ganhos têm vindo a aumentar em muitos países do G20. apesar de Portugal não integrar o conjunto das 20 principais economias no mundo tem dados muito semelhantes a estes, com um crescimento constante do desemprego, que atinge quase metade entre os jovens. E com um fosso crescente entre ricos e pobres.