a primeira fase do projeto para inventariação de bens culturais, inserido no plano de combate ao furto de arte sacra nas igrejas, vai avançar em quatro dioceses, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian
a primeira fase do projeto para inventariação de bens culturais, inserido no plano de combate ao furto de arte sacra nas igrejas, vai avançar em quatro dioceses, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian as dioceses de Leiria-Fátima, Guarda, Setúbal e Portalegre e Castelo Branco serão as primeiras a iniciar o projeto de inventariação de arte sacra nos tempos religiosos, desenvolvido pelo Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI), com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian. O objetivo é combater o flagelo do furto de artigos religiosos das igrejas. Segundo Sandra Costa Saldanha, do SNBCI, citada pela agência Lusa, o projeto surge da necessidade de registar os milhares de peças de arte sacra que existem em Portugal e de apetrechar as dioceses com os meios técnicos necessários para realizarem os inventários. as primeiras quatro dioceses deverão iniciar os trabalhos entre setembro e outubro deste ano. a segunda fase, alargada a outros bispados, está agendada para 2014. atualmente, os sinos são um dos objetos mais furtados das igrejas em Portugal. além dos sinos, furtam-se também órgãos, caixas de esmolas, custódias, talhas douradas, retábulos inteiros, cantarias exteriores, pias batismais, imagens de santas, cálices, esculturas, crucifixos, coroas de imagens e até os paramentos dos padres, refere Sandra Saldanha. a Polícia Judiciária registou 30 furtos em locais de culto, durante o primeiro trimestre deste ano, e a área de jurisdição da Diretoria do Norte foi, naquele período, a que registou mais ocorrências do género. De acordo com fontes policiais ouvidas pela Lusa, há igrejas roubadas em plena luz do dia por falsos turistas com mochilas, e há templos rurais arrombados pela calada da noite.