Conselho Nacional de Educação recomenda a atribuição de recursos à ação social das instituições do ensino superior para assegurar apoio aos alunos mais carenciados, que são cada vez em maior número
Conselho Nacional de Educação recomenda a atribuição de recursos à ação social das instituições do ensino superior para assegurar apoio aos alunos mais carenciados, que são cada vez em maior número Numa recomendação publicada em Diário da República, esta segunda-feira, 15 de julho, o Conselho Nacional de Educação (CNE) alerta para a elevada percentagem de estudantes em situação de debilidade económica grave e aconselha à tomada de medidas para acabar com as diferenças nas respostas sociais registadas nas diferentes instituições do ensino superior em Portugal. Irregularidades técnicas, problemas de comunicação entre serviços e estudantes, indefinição nos processos de candidatura, atrasos na análise dos requerimentos e nos pagamentos das bolsas de estudo e abrangência insuficiente são entropias introduzidas sucessivamente no sistema que têm inibido a ação social de cumprir integralmente o seu papel, refere o documento, divulgado pela agência Lusa. Segundo o CNE, as alterações no acesso às bolsas, que agora é condicionado à situação contributiva das famílias, vieram colocar uma elevada percentagem de estudantes numa situação de carência económica. E as respostas de ação social revelam-se bastante díspares, de instituição para instituição. Nas dez sugestões’ apresentadas ao governo e às instituições para evitar o abandono escolar, captar novos estudantes, promover o reingresso e o sucesso dos percursos formativos dos alunos, o orgão consultivo defende que a formação dos estudantes deve ter em conta a necessidade de desenvolver competências de empregabilidade, facilitadoras da integração dos jovens no mundo do trabalho. O CNE recomenda ainda o incentivo à mobilidade transnacional dos estudantes e a garantia de apoios financeiros à realização dos seus estudos e estágios no espaço europeu, uma vez que Portugal ainda está muito distante das metas para 2020, ano em que 20 por cento dos estudantes já deveriam ter frequentado um ou mais semestres numa instituição fora do país. No documento, é pedido também o reforço financeiro no ensino superior, já que, em 2010, apesar de acordado e contratualizado o reforço de 100 milhões de euros no âmbito dos Contratos de Confiança, tal não se concretizou, tendo-se verificado uma redução de 28 por cento nos orçamentos de funcionamento das instituições, lamentam os autores da recomendação.