João Coelho Baptista, missionário da Consolata, trabalhou 26 anos em Moçambique. Sofreu um ataque dos guerrilheiros e esteve um mês em cativeiro. é esta e outras histórias que conta no seu novo livro a que deu o título «Na aurora da paz»
João Coelho Baptista, missionário da Consolata, trabalhou 26 anos em Moçambique. Sofreu um ataque dos guerrilheiros e esteve um mês em cativeiro. é esta e outras histórias que conta no seu novo livro a que deu o título «Na aurora da paz» No ano em que comemora as bodas de ouro sacerdotais, João Coelho Baptista regressa ao exercício literário, com um novo livro a que deu o título Na aurora da paz. a obra, publicada pela Consolata Editora, vai ser apresentada sábado, 13 de julho, a partir das 21h30, na Junta de Freguesia de São Julião do Tojal, em Loures. Não se trata de um romance nem de ensaio literário; é, antes, uma experiência de vida com sabor a Evangelho, afirma augusto César, bispo emérito da diocese de Portalegre e Castelo Branco. Segundo o antigo bispo de Tete, Moçambique, o padre João Baptista escreve com a vida: uma vida a respirar missão, dando a conhecer aqueles a quem servia por amor e amava como serviço. através da sua prosa, é possível embarcar em viagens apostólicas, conhecer lendas, recordar amarguras e perceber como a falta de meios impedia, por vezes, que se fizesse mais e melhor. O autor fala de guerra com realismo e sem ocultar algumas crueldades e caprichos, e suspirando pela paz que só Jesus sabe comunicar aos homens, acaba por deixar que as flores perfumem o caminho, como se ele mesmo regressasse à missão, escreve augusto César no prefácio. João Coelho Baptista nasceu em São Julião do Tojal, no concelho de Loures. Trabalhou na agricultura e na indústria vidreira, mas desde cedo se deixou fascinar pela vocação sacerdotal. ainda menino, já sonhava que um dia havia de abrir escolas e igrejas em África. Entrou no Seminário dos Missionários da Consolata, em Fátima, a 18 de outubro de 1951. Foi ordenado sacerdote em 1963. Três anos depois partiu para Moçambique. a missão em terras africanas durou 26 anos.