a instabilidade Política e social gera mais pobreza, pelo que se torna urgente encontrar uma solução consensual e na linha do bem comum, afirma o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, apelando à «globalização da solidariedade»
a instabilidade Política e social gera mais pobreza, pelo que se torna urgente encontrar uma solução consensual e na linha do bem comum, afirma o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, apelando à «globalização da solidariedade» a Igreja Católica está preocupada com a crise política que se instalou no país e pede soluções rápidas e consensuais, em nome dos que mais sofrem com as situações de instabilidade governativa. Ninguém fica bem na fotografia quando o povo português fica pior por causa destas ondas, a começar pelos endividados, os desempregados, os que têm pensões, os que estão em situação de pobreza ou de miséria, afirmou esta terça-feira, 9 de julho, em Fátima, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão. Segundo o sacerdote, que falava no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, é desejável que os orgãos de soberania da nossa pátria funcionem, que os governantes sejam um modelo e um estímulo na procura das respostas, mas também é preciso não perder de vista que o governo não tem o monopólio das soluções. Todos somos parte ativa na busca de uma resolução justa, apropriada a cada caso em concreto. Sabemos que a situação é complexa na Europa em geral e em Portugal em particular. Por isso, somos um povo realista que não espera varinhas mágicas que tragam soluções ótimas para todos, já. Mas também temos que ser realistas para não adiar, para não deixar correr as coisas, para não aceitarmos a globalização da indiferença, uma atitude que não é humana e muito menos cristã, adiantou Manuel Morujão. Numa alusão ao apelo feito pelo Papa Francisco, na recente deslocação à ilha de Lampedusa, em Itália, onde têm morrido centenas de imigrantes africanos em naufrágios, também no caso português é fundamental contrariar o sentimento do deixa andar. O que é preciso implementar é a globalização da solidariedade, deixando de lado eventuais interesses partidários ou corporativos e tendo sempre como primeiro objetivo a procura séria do bem comum, realçou o porta-voz da CEP.