a confiança «é uma matemática infalível numa relação». Mas para que ela se instale, há que estar disponível para ouvir o outro, evitar o campo das suposições e saber ser construtivo no momento certo, sugere a professora e ex-jornalista, Laurinda Alves
a confiança «é uma matemática infalível numa relação». Mas para que ela se instale, há que estar disponível para ouvir o outro, evitar o campo das suposições e saber ser construtivo no momento certo, sugere a professora e ex-jornalista, Laurinda Alves Sem comunicação, não há uma boa relação: nas famílias, nas empresas, nos grupos de amigos, na sociedade. E para haver comunicação, há algumas regras fundamentais. Laurinda Alves, ex-jornalista, professora e voluntária, deixou pelo menos três destas pistas, este sábado, 6 de julho, em Fátima, na terceira sessão das Conversas Contemporâneas da Consolata. a primeira linha de pensamento baseou-se na forma como as pessoas devem estar disponíveis para conhecer o próximo e dar-se a conhecer. Sempre que conseguimos ouvir o outro, crescemos na possibilidade de comunicação e tornamo-nos mais próximos. Não precisamos de gostar dele, mas devemos abrir espaço para que seja quem é, disse a docente da Universidade Católica. Isto pressupõe – prosseguiu a oradora – que se evitem comportamentos autoritários. Há grandes armadilhas na comunicação e absolutizar o nosso ponto de vista é não nos abrirmos às diferente lógicas perspetivas. Pormenorizando, se houver abertura para a compreensão, todos ganham porque podem acrescentar paisagens interiores uns aos outros. a segunda pista deixada por Laurinda Alves está relacionada com os elos inconscientes. Ou seja, com tudo aquilo que não dizemos e que damos por adquirido que os outros percebem. Esta atitude comportamental pode resvalar muitas vezes para o campo das suposições e tornar-se numa das piores armadilhas da comunicação. Por fim, surgiu a pista do feedback, uma excelente ferramenta de correção e redirecionamento de relações, mas que só funciona se for utilizada de forma construtiva e no momento certo, e se estiver desprovida de moralismos e paternalismos. Na comunicação temos que ter muita atenção à conversa interior, porque é ela que determina a qualidade da conversa exterior, concluiu a docente.