Tem exercido o ministério episcopal «com naturalidade» e é com este Espírito que vai tomar posse no patriarcado de Lisboa. Objetivo: contribuir para que as comunidades cristãs se reforcem enquanto lugares de acolhimento e de missão
Tem exercido o ministério episcopal «com naturalidade» e é com este Espírito que vai tomar posse no patriarcado de Lisboa. Objetivo: contribuir para que as comunidades cristãs se reforcem enquanto lugares de acolhimento e de missão após seis anos de intensa experiência eclesial e social na diocese do Porto, o novo patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, regressa mais preenchido à capital, onde toma posse do cargo este sábado, 6 de julho, às 11h00, na Sé Patriarcal. a entrada solene na diocese far-se-á no domingo, numa celebração no Mosteiro dos Jerónimos, agendada para as 16h00. Na antevisão ao seu programa pastoral, diz querer seguir apenas o que há muito está estipulado pela Igreja. O programa está muito facilitado, porque a Igreja tem um programa para cumprir. Tem o programa do Concílio Vaticano II e tem a mensagem do último Sínodo dos Bispos, sobre a nova evangelização, que no fundo, se resumem em tornar a Igreja e as comunidades em lugares de acolhimento e de missão, afirmou Manuel Clemente, numa entrevista ao jornal Voz da Verdade. Natural de Torres Vedras, o patriarca, de 64 anos, foi bispo auxiliar de Lisboa, até ser nomeado bispo do Porto, em 2007. a experiência que viveu no norte do país foi intensa. Não vou regressar a Lisboa como parti para o Porto. Vou regressar com seis anos cheios de uma experiência eclesial e social fortíssima, que me transformou, confessou. Habituado a estar na vida levando muito a sério o que Jesus manda e o que a Igreja escolhe, Manuel Clemente manifesta-se preocupado com a dispersão comunitária da sociedade moderna. Estamos numa sociedade muito desarrumada e costumo dizer que é a primeira que não sabe de que terra é: as pessoas gaguejam quando lhe perguntamos de que terra são, porque realmente são de muitos sítios. Isto leva-me a dizer, que o principal desafio pastoral, talvez seja a reconfiguração comunitária. Porque a Igreja é uma realidade essencialmente comunitária. O novo patriarca foi nomeado pelo Papa Francisco a 18 de maio, após a resignação de José Policarpo, por ter atingido o limite de idade determinado no Direito Canónico. Em 2009, foi o vencedor do Prémio Pessoa 2009, distinção que evocou a sua obra historiográfica, intervenção cívica e postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, de combate à exclusão e da intervenção social da Igreja. Enquanto delegado da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) no Sínodo dos Bispos para a nova evangelização, realizado em outubro de 2012, no Vaticano, apelou à redescoberta e aprofundamento da novidade constante de Cristo, nas atuais circunstâncias da Igreja e do mundo. após a nomeação como patriarca de Lisboa, foi eleito presidente da CEP, pelo menos até abril de 2014.