Para acompanhar o fenómeno migratório, consequência da crise económica, a Igreja deve «alargar» os seus «lugares de missão», para locais «onde se encontram as pessoas», considera antónio Vitalino, bispo de Beja
Para acompanhar o fenómeno migratório, consequência da crise económica, a Igreja deve «alargar» os seus «lugares de missão», para locais «onde se encontram as pessoas», considera antónio Vitalino, bispo de BejaNa sua última nota pastoral, intitulada Emigrar e peregrinar, antónio Vitalino, bispo de Beja, alerta para as consequências da emigração. Esta convulsão social afeta profundamente o panorama do nosso país, que envelhece rapidamente e diminui a população ativa, com reflexos na estabilidade familiar, escolar e também eclesial, sustenta.
Segundo o prelado, a Igreja em Portugal sente a urgência em acompanhar este fluxo de pessoas e, por isso, deve alargar os seus lugares de missão, para locais onde se encontram as pessoas. Tudo isto deverá ser feito dentro do espírito missionário e através da colaboração com as Igrejas dos países de acolhimento, diz o bispo de Beja.
Temos de ser mais pró-ativos, missionários e colaborantes com a Igreja católica, como o foram os nossos antepassados, embora dispusessem de menos meios de conhecimento e de ação, recorda. No mesmo documento, antónio Vitalino alude ao exemplo da sua diocese, que está a colaborar com a Igreja do Reino Unido, em Londres, onde reside uma numerosa comunidade de língua portuguesa. Creio que superior ao número de habitantes da área diocesana, destaca.