Para evitar a perda de uma geração de licenciados na Síria, o ex-Presidente da República vai lançar uma plataforma dirigida a estes estudantes. O projeto foi apresentado no congresso da Rotary, onde a Prémio Nobel da Paz pediu o fim do individualismo
Para evitar a perda de uma geração de licenciados na Síria, o ex-Presidente da República vai lançar uma plataforma dirigida a estes estudantes. O projeto foi apresentado no congresso da Rotary, onde a Prémio Nobel da Paz pediu o fim do individualismoPlataforma global para os estudantes sírios. Este é o nome de uma iniciativa de Jorge Sampaio, ex-presidente da República, pensada para minorar o impacto tremendo da guerra civil síria no ensino universitário do país. a ideia foi apresentada pelo político português esta segunda-feira, 24 de junho, aos membros da Rotary Internacional, uma organização não governamental, que está reunida em Lisboa.
No seu discurso, o ex-presidente da República recordou o clima de insegurança vivido na Síria, que levou milhares de estudantes e académicos a refugiarem-se nos países vizinhos. Segundo a agência Lusa, Jorge Sampaio sublinhou que a Síria enfrenta a perda de uma geração de licenciados e considerou urgente a necessidade de responder a esta emergência académica.
a ideia apresentada por Jorge Sampaio passa por acolher os estudantes sírios nas universidades dos países onde estão refugiados, ou em outras nações do mundo. O apoio dos cidadãos a quem se dirigiu na capital portuguesa pode passar por acolhê-los em casa ou por ofertas que permitam pagar os seus estudos. Segundo o político português, todos os participantes do programa terão um curso de formação em diálogo, pluralismo, gestão, reconciliação, prevenção e resolução de conflitos.
Perante a mesma audiência presente no Pavilhão atlântico, Leymah Gbowee, Nobel da Paz liberiana, convidou ao abandono da atitude individualista. a ativista disse que o mundo está de pernas para o ar e é preciso trabalhar arduamente para o pôr direito. Leymah Gbowee afirmou que o problema é uma doença chamada individualismo que tomou conta do mundo, transformando as pessoas em espetadoras: não é comigo, não é problema meu, é problema dos outros.
Esta atitude de espetador levou a muitos males. Os regimes autoritários perpetuam-se sobre os pobres em detrimento das pessoas comuns. a nossa inação deixa as mulheres serem maltratadas e vítimas de abusos, os valores sociais e morais desintegrarem-se, aludiu. a minha mensagem para vocês é: saiam da sombra, façam o bem, mudem a comunidade e deixem um legado, apelou.