Presidente da comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral que se realizou em Fátima classificou o santuário mariano como um dos últimos redutos de humanização
Presidente da comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral que se realizou em Fátima classificou o santuário mariano como um dos últimos redutos de humanização O Santuário de Fátima é um serviço à humanidade magoada, dolorida. É um exemplo da hospitalidade, um dos últimos redutos de uma humanização espantosa, afirmou a presidente da comissão organizadora do Simpósio Teológico Pastoral, Isabel Varanda, no final do encontro, realizado em Fátima. Promovido pelo santuário, no âmbito da preparação para a celebração do centenário das aparições, que se assinalam em 2017, o Simpósio decorreu entre 21 e 23 de junho, no Centro Pastoral Paulo VI, em torno do tema Não tenhais medo – confiança, esperança, estilo crente. Em declarações à agência Ecclesia, a professora de teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) sublinhou que os individualismos crescentes, os medos sentidos pelos cidadãos e a diminuição de atitudes de esperança têm de ser contrariadas na sociedade por um estilo crente de habitar o mundo. Para Isabel Varanda, perante as ameaças de rutura, nas pessoas e nas sociedades, a singularidade do contributo cristão deveria passar pelo reinvestimento no vínculo, na proximidade e na fraternidade. Deveríamos conseguir encarnar a perspetiva de abertura ao transcendente, de percebermos que há mundos espirituais que nos constroem e nos fazem bem, sem evasão e dando sentido ao nosso quotidiano, afirmou.