a aplicação do princípio do bem comum podia contribuir para o «desenvolvimento da cultura no país», considera antónio Vitalino, bispo de Beja
a aplicação do princípio do bem comum podia contribuir para o «desenvolvimento da cultura no país», considera antónio Vitalino, bispo de BejaO direito das pessoas participarem na construção do bem comum, é, na opinião do bispo de Beja, crucial. Muitos dos problemas e conflitos na nossa sociedade têm origem na má aplicação deste princípio, afirma antónio Vitalino, na sua última nota pastoral. Segundo o prelado, a médio e longo prazo, todos os cidadãos ganhariam com a implementação deste princípio no sistema de ensino, porque tal iria contribuir para o desenvolvimento da cultura no país, a estabilidade do sistema e dos seus agentes e a poupança de recursos económicos.

Diminuiu a natalidade, o número de alunos, e aumentou o desemprego entre os professores, que nem a mobilidade conseguirá resolver. a instabilidade na escola e a mobilidade prolongada dos professores, muitas vezes condição para perspetivar a ambicionada efetivação, fez deles funcionários públicos especiais, mas desempregados, que, neste tempo de crise económica e de assistência financeira de credores externos, está a provocar uma maior conflituosidade social, refere o bispo de Beja no mesmo documento.

Na sua nota, intitulada, Participar na construção do bem comum, divulgada esta semana, o prelado sublinha que as pessoas continuam muito divididas, pelas mais diversas razões. Cada um e cada grupo lutam pelos seus interesses corporativos, sem atenção aos seus concidadãos, sobretudo àqueles que não conseguem defender-se, lamenta, adiantando que o sistema democrático carece de contínuo aperfeiçoamento, para que nenhum cidadão se sinta lesado na sua dignidade ou diminuído nas suas potencialidades de participação na construção do bem social.