Uma guerra em duas frentes, é o cenário que o governo colombiano enfrenta: a guerra militar e a guerra contra a produção de cocaína. O presidente considera a compra da produção de coca aos camponeses.
Uma guerra em duas frentes, é o cenário que o governo colombiano enfrenta: a guerra militar e a guerra contra a produção de cocaína. O presidente considera a compra da produção de coca aos camponeses. O governo colombiano ofereceu-se para comprar a produção ilegal de coca aos camponeses, de modo a quebrar o vigor que o tráfico de cocaína tem em zonas rurais violentas. “Pretendemos pagar aos camponeses pela coca que nos trouxerem”, disse o presidente Álvaro Uribe na cidade de Villavicencio no passado sábado, 23 de Julho.
Não esclareceu quanto o governo está disposto pagar aos agricultores, que recebem uns 800 dólares por cada quilo de pasta de coca. Produzida a partir da folha, a pasta é depois reduzida a pó e vendida no mundo ocidental.
Neste momento a grande arma contra o cultivo da coca é a fumigação das plantações, com um produto tóxico lançado de aviões para matar as plantas de coca, com todos os problemas ecológicos e de saúde que tal método levanta. além disso, esta prática, em grande parte financiada pelos Estados Unidos, não tem conseguido grandes resultados. Os cultivadores deslocam-se desflorestando grandes áreas e criando problemas ecológicos ainda mais graves.
Imagens por satélite mostram que a área onde se cultiva a coca continuou estável ao longo de 2004, apesar de ser inferior à de 2001, quando em se deu início à grande campanha anti-droga financiada por Washington.
O problema parece estar nas poucas alternativas dadas aos agricultores. Muitas vezes a única maneira de ganhar a vida é voltar a plantar coca. O tráfico de cocaína colombiano também representa um importante suporte económico para os grupos ilegais como a guerrilha e os paramilitares.
O presidente prometeu que os camponeses que entreguem coca serão protegidos e a sua identidade mantida secreta. a guerrilha e os paramilitares muitas vezes matam os camponeses que recusam vender-lhes a sua produção.
O medo não é a única dificuldade que o projecto enfrenta. Os produtores que venderem ao governo terão de prometer que não voltarão a plantar coca, forçando-os a mudar para culturas menos lucrativas. Uribe não revelou o destino da coca que for comprada, mas é prática habitual queimar os narcóticos confiscados.

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