O programa de “limpeza social” do governo zimbabueano chegou às igrejas. Quem aí­ tinha buscado refugio foi levado para os campos e foi instaurada a proibição de dar apoio aos sem-abrigo.
O programa de “limpeza social” do governo zimbabueano chegou às igrejas. Quem aí­ tinha buscado refugio foi levado para os campos e foi instaurada a proibição de dar apoio aos sem-abrigo. a polícia do Zimbabué expulsou à força centenas de pessoas sem-abrigo das igrejas em Bulawayo e proibiu os grupos religiosos de prestar assistência humanitária aos que procuram abrigo em Hellensvale, um campo de trânsito.
O campo foi instalado como medida temporária para dar abrigo a centenas de famílias desesperadas que perderam as suas casas no ataque governamental aos bairros ilegais das zonas urbanas. Numa das acções policiais, as autoridades entraram numa igreja onde mais de 300 pessoas tinham procurado abrigo e escoltou-as ao campo, fomentando receios de sobrelotação, o que pode levar a uma crise humanitária.
líderes da igreja, que ajudavam os sem-abrigo a realojar-se em Hellensvale, dizem estar tristes com os últimos acontecimentos e acusam o governo de “desrespeito total da lei e de violação dos direitos humanos”.
Os líderes religiosos também demonstraram preocupação pela deterioração das condições de vida no campo, agora que receberam ordens de não prestar assistência aos deslocados.
Calcula-se que umas 375 mil pessoas tenham já sido afectadas pelo programa de “limpeza social” do governo. apesar das declarações públicas do passado 17 de Julho, nas quais o governo alega ter parado as demolições, o programa continua em algumas partes do país.

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