Trabalhadores cristãos criticam a «desvalorização e a destruição do trabalho humano», em consequência da crise, e defendem que o emprego, quando «centrado na pessoa», é um «pilar fundamental do progresso»
Trabalhadores cristãos criticam a «desvalorização e a destruição do trabalho humano», em consequência da crise, e defendem que o emprego, quando «centrado na pessoa», é um «pilar fundamental do progresso» a Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) manifestou esta quarta-feira, 29 de maio, a sua preocupação em relação ao empobrecimento generalizado da população, devido ao desemprego, consequência da crise económica em Portugal. No documento, a LOC/MTC alerta para os efeitos da desvalorização e a destruição do trabalho humano, expressos no elevado número de desempregados, na precariedade, insegurança e baixos salários dos novos empregos, bem como no empobrecimento generalizado da população, na minimização e debilitação da proteção e da segurança social.
O trabalho digno e justamente remunerado é pilar fundamental do progresso, centrado na pessoa, que prioriza a justiça social, a distribuição da riqueza e respeita a sustentabilidade dos recursos naturais, refere a organização, em comunicado enviado à agência Ecclesia, antecipando o 15. º Congresso Nacional da LOC/MTC, que se vai decorrer nos dias 8 e 9 de junho.
Fátima almeida, José Rodrigues e o padre Emanuel Vaz, coordenadores e assistente nacionais do movimento, apontam que nas linhas de orientação e nas reflexões do congresso estão presente as principais angústias e sofrimentos que fazem parte das vidas de tantos homens e mulheres do mundo do trabalho. Estas e outras realidades exigem a intervenção e o compromisso cívico urgente tal como aponta este documento, acreditam.